Trabalhar ou cuidar do filho? Histórias reais de mães que enfrentaram essa questão

mães

Ser mãe e se manter no mercado de trabalho é um desafio e tanto, que acaba exigindo das mulheres organização, foco, paciência, mas com certeza traz orgulho e gratificação. Cada mulher reage de uma forma diferente, por isso, conversamos com algumas mamães para poder nos aproximar mais dessa fase tão particular. Confira a seguir histórias de grandes mulheres e o que elas enfrentaram com o nascimento de seus filhos.

Elizete Cardoso: “A falta de tempo é desgastante”

Elizete

“Quando tive a minha primeira filha, eu ainda era muito jovem, tinha apenas 22 anos e havia terminado a faculdade meses antes do nascimento da Isabella. Portanto, naquela época, eu não tinha ideia de como seria a minha vida de mãe, mulher e profissional. No caso, a minha mãe me ajudou muito, praticamente criou a Isabella. Foi então que, aos 30 anos, casei e tive a minha segunda filha, Lorena. Já estava mais madura, mas ao mesmo tempo, não queria largar minha carreira. Optei por conciliar a maternidade à minha profissão de advogada tributária. Não me arrependo dessa escolha. Hoje, a Lorena já tem dez anos, e eu continuo nessa ‘dupla-profissão’, mas fico esgotada. A falta de tempo para mim, para o meu casamento e para o meu lazer é desgastante. Eu sei que foi uma escolha minha, mas isso não diminui o meu cansaço. Apesar das dificuldades, eu amo ser mãe e amo minha profissão – por isso ainda não desisti.”

Sandra Borges: “Nunca tomei uma decisão tão difícil quanto a de voltar ao trabalho”

Sandra

“Assim que eu engravidei conversei com o meu marido, e decidimos que eu deveria deixar o trabalho para cuidar da nossa primeira filha, a Amanda. Foi uma decisão que me deixou tranquila e muito feliz. Passei os três primeiros anos da Amanda ao lado dela, vendo as primeiras conquistas e a ajudando nos primeiros desafios. Porém, há dois anos tive que voltar ao trabalho. Nunca tomei uma decisão tão difícil quanto essa.

Para inteirar a renda e continuar a dar o futuro que tanto sonhávamos à Amanda, eu comecei a procurar um emprego. Por incrível que pareça, foi rápido. No fundo, eu queria que tivesse demorado mais. No dia anterior ao meu primeiro dia de trabalho, só de pensar que a Amanda teria que ficar na escolinha, eu não consegui dormir. Chorei a madrugada inteira. Porém, em contrapartida, fico feliz de poder ter minha independência financeira e saber que sou parte essencial para garantir um futuro para minha filha. Hoje tenho orgulho em dizer: sou mãe e profissional.”

Ieda Negresiolo: A dificuldade de se realocar no mercado de trabalho

Ieda

“Eu tive a minha primeira e única filha aos 33 anos. Tarde para os anos 90, mas queria ter certeza que estava pronta para ser mãe e com uma carreira sólida o bastante para ajudar nas despesas. No entanto, assim que olhei para a Letícia, ainda na maternidade, eu tive a certeza de que não conseguiria voltar ao trabalho. Conversei com o meu marido, e ele me apoiou na minha decisão. Foi então que pedi demissão de todas as escolas nas quais eu dava aula (sou professora de matemática) e passei a me dedicar inteiramente à minha filha. Eu era extremamente feliz e realizada. Porém, quando a Letícia ficou grande o bastante para ficar sozinha e também me separei do meu marido, percebi que era a hora de voltar ao trabalho. Mas as coisas não são tão fáceis quanto na teoria. Até hoje, tento me recolocar no mercado, mas devido à minha escolha de abandonar minha profissão, isso não é possível.”

Michelle Aparecida: “Conciliar a carreira e a maternidade já virou obrigação”

Michelle

“Ser mãe é uma das minhas diversas funções. É a que eu mais amo, com certeza, mas para mim, conciliar a minha carreira com a maternidade é uma obrigação. Sou formada em Educação Física. Ministro aulas da disciplina em escolas particulares pela manhã e à tarde sou monitora de academia – de vez em quando até arranjo alguns bicos de personal trainer também. Durante anos, me senti triste por deixar meus filhos em creches e escolinhas, mas é a única alternativa. Tenho certeza de que eles, um dia, irão entender. Aos finais de semana, dou o meu máximo para aproximar o contato entre mim e eles. Vamos ao cinema, ao parque, cozinhamos juntos, e eu os ajudo nas atividades escolares. Hoje, sou feliz e tenho o coração e a consciência tranquilas de estar fazendo o máximo pelos meus dois filhos”.

A Staples deseja um Feliz Dia das Mães : )

Continuar Lendo

Recomendados para você

Comentários

Newsletter
Carregando...