O horário em que você trabalha melhor é também aquele em que você mais enrola. Entenda

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Vida profissional | 11 de outubro de 2016 |

Diferentes ciclos biológicos acarretam em diferentes horários de maior atividade para as pessoas. Isso já é sabido há algum tempo. Porém, a novidade de um estudo da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, é que pessoas que costumam procrastinar suas tarefas o fazem normalmente no horário em que sua atividade cerebral funciona em seu pico.

O resultado contra-intuitivo a que os pesquisadores chegaram foi divulgado na publicação científica no Journal of Experimental Social Psychology. Os cientistas investigavam a relação entre o ritmo circadiano das pessoas e o risco de autossabotagem. O estudo descobriu que pessoas matutinas têm maior tendência de procrastinar justamente pela manhã, assim como os vespertinos, pela noite.

Para entender isso é primeiro preciso compreender que a procrastinação normalmente é uma consequência de um medo inconsciente de fracassar, de não se completar uma tarefa. De ser testado em um desafio e não superá-lo, botando a perder a imagem que a pessoa constrói de si própria. Para um matutino, não desempenhar sua tarefa tão bem pela noite seria visto como algo natural, afinal, não estava em seu horário de pico de atividade mental. O medo de fracassar justamente no período em que suas competências estão mais apuradas, portanto, aumenta a tendência de procrastinação deste indivíduo pela manhã.

Na pesquisa, os cientistas dividiram os voluntários entre matutinos e vespertinos, avaliaram suas tendências de autossabotagem e, após algumas semanas, submeteram-nos a exames cognitivos às 8h da manhã e às 8h da noite. Antes de realizar as provas de inteligência, os participantes do estudo precisaram responder se estavam se sentindo estressados ou doentes.

Os pesquisadores então descobriram que, dentre os voluntários que mais se sabotavam, os matutinos costumavam alegar estresse maior pela manhã, enquanto os vespertinos faziam o mesmo, só que durante a noite. Quando executavam os testes no período oposto ao de seu horário de pico mental, os níveis de estresse estavam normais.

Os resultados indicam que nos sentimos menos seguros quando nossa mente está no ápice de seu desempenho, porque é difícil admitir para nós próprios que fracassamos justamente no momento em que estávamos em nosso melhor estado.

Se, por um lado, as pessoas matutinas, por exemplo, se sabotam menos durante a noite, é também neste período que elas estão mais sonolentas. Ou seja, com uma capacidade menor de realizar suas tarefas. Isso significa que o equilíbrio é um ponto-chave para que cada grupo trabalhe em seu horário de pico sem tantas distrações causadas pela procrastinação.

E você? Já percebeu alguma tendência parecida em seu cotidiano e conseguiu vencer a procrastinação? Conte para a gente, na área de comentários abaixo.

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