Namoro no trabalho: risco ou oportunidade?

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Vida profissional | 12 de junho de 2015 |

O convívio diário no trabalho abre espaço para que cada um acabe indo além da conversa sobre hobbies e intimidades. Afinal, passar 40 horas com as mesmas pessoas pode resultar em muito estresse ou em certa liberdade entre colegas com a grande possibilidade de acabar namoro. Tanto Don Draper, protagonista do seriado americano de TV Mad Men, quanto Barack Obama, presidente dos EUA, encontraram seus pares no ambiente de trabalho. Se acontece na ficção ou com o casal mais poderoso do planeta, por que não pode acontecer com você?

Em uma pesquisa com mais 2.200 profissionais nos Estados Unidos realizada pelo site de carreiras Vault, 51% dos entrevistados disseram ter namorado um colega de trabalho em algum momento de sua vida profissional. E acordar todos os dias com uma motivação extra pode trazer benefícios para a produtividade, além de atmosfera mais positiva, ânimo renovado e criatividade. Da mesma forma, o assunto trabalho estará presente com maior frequência em casa e um brainstorm fora de hora, longe da sala de reunião, pode trazer soluções até então imaginadas.

Os números do site Vault revelaram ainda uma surpresa que pode trazer dor de cabeça para os empregadores: ninguém menos que os profissionais de recursos humanos estão no quarto lugar do ranking de profissionais que mais admitiram ter mantido uma relação com um colega (57%). Mas, calma. Eles não são os mais ousados. No levantamento, que é realizado anualmente, o maior número de casos acontece com profissionais do varejo (62%), de tecnologia (60%) e manufatura (57%).

Mas a pesquisa mostra que nem tudo é tranquilo, e os reflexos são sentidos nas relações vividas fora do escritório: 23% disseram que se separaram ou causaram a separação do colega, enquanto 14% afirmaram ter sofrido consequências negativas em suas carreiras por causa do affair.

Há ainda quem defenda que um namoro entre colegas de trabalho pode acabar é tirando o foco do… trabalho. Isso prejudica as partes envolvidas e, por tabela, contamina a relação com os colegas mais próximos, dando margem ao tão conhecido zum zum zum no corredor. No fim, ambos passam a ter sua reputação arranhada por supostamente misturar vida pessoal e profissional.

A pesquisa do site americano mostra que esses problemas são perceptíveis. Cerca de 5% dos entrevistados disseram que o relacionamento fez com que um dos envolvidos tenha deixado a empresa. Outros 26% viram que o clima com outros colegas piorou. Apesar de tudo, 60% entrevistados admitiram que não pensaria duas vezes antes de aproveitar uma nova oportunidade de namoro com alguém que divide o mesmo ambiente profissional.

Como nunca é demais evitar surpresas negativas, em geral, especialistas fazem três recomendações básicas:

1)   conheça o código de conduta da empresa

2)   discrição é o segredo: saiba separar o máximo possível a vida pessoal da profissional

3)   tome cuidado com as questões hierárquicas e avalie os riscos para seu crescimento na carreira

Ou seja, uma relação amorosa pode trazer motivação extra para o dia a dia, além de despertar produtividade e criatividade no trabalho, mas também existem armadilhas neste caminho.

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