Médica ortopedista comenta Pesquisa Staples sobre ergonomia

Luisa Paganini

330 trabalhadores brasileiros responderam a nossa pesquisa que coloca em debate a preocupação com a ergonomia. As respostas que obtivemos, diferentemente da filosofia que adotamos na Staples, demonstram que não há preocupação com o conforto dos colaboradores.

Diante desses dados alarmantes, convidamos Luísa Paganini, médica ortopedista, para comentar o resultado deste estudo:

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“O apoio para os pés, além de dar conforto, deixa o joelho e o quadril em uma posição que não causa dores ao final do dia. Principalmente quando a cadeira é muito mais alta e nos deixa longe do chão, ela pode acarretar essas dores. O apoio para o punho também é importante – tanto para o mousepad quanto para o teclado – e eles evitam que o punho fique fletido o tempo inteiro, o que pode gerar tendinites, principalmente se a pessoa passa muito tempo digitando”.

Como amenizar essa situação?

“Repare na altura que você fica sentado: se a sua cadeira é muito alta ou muito baixa, você vai sentir dores e ficar desconfortável. O ideal é que a mesa fique no meio do tórax, entre o mamilo e o umbigo. E que a linha de visão do seu computador esteja de acordo com a sua linha de visão, para você não precisar olhar para baixo ou para cima, de modo a não doer o pescoço”.

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“Vale a pena prestar atenção em seus funcionários: se os colaboradores faltam porque estão com dor, algo está errado e precisa ser corrigido”.

Como amenizar essa situação?

“O ideal é investir em ginástica laboral no começo do trabalho ou no horário de almoço, porque assim o funcionário para, alonga, movimenta-se e limpa a cabeça para trabalhar melhor. Muitas vezes, investir em ergonomia com atitudes simples é muito mais barato e vantajoso do que ter seu funcionário afastado por problemas de saúde”.

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“O que uma cadeira confortável pode fazer de bom para um funcionário? Tudo. Se você não está preocupado com a dor e o desconforto que você está sentindo, você trabalha melhor. Já quando está com dor, você só consegue pensar nisso, portanto, se concentrar no trabalho fica mais difícil”.

Como amenizar essa situação?

“Alongamentos ajudam, sim, mas suportes para a lombar e cadeiras melhores ainda são a melhor indicação. O importante é conseguir diminuir o desconforto em sua musculatura, que pode inflamar tanto no pescoço, quanto na coluna e no braço”.

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“Como já disse, alongar individualmente já resolve parte do desconforto. Primeiro porque você para um pouco e sai da posição que está te incomodando e causando dor. Segundo porque você fica em pé ou anda, o que ajuda na circulação e diminui o inchaço dos membros inferiores. E terceiro que você prepara o seu corpo para o que ele vai fazer o dia inteiro, porque assim que acordamos nosso corpo está rígido. Alongar-se é funciona como um aquecimento”.

Que tipo de alongamento é recomendado?

“Esticar o pescoço para frente, para os lados e para trás, para evitar dor cervical. Alongar os braços, puxando as mãos para frente, esticando-os para trás. E preparar a coluna, colocando os pés em paralelo ao ombro e abaixando a coluna, com a intenção de encostar a mão no chão, entre a abertura das pernas”.

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