Gestor ou Líder? Uma dualidade que poderia acabar!

CAPA CHEFE
Vida profissional | 27 de julho de 2016 |

Acredito que os rótulos e muita teoria sobre um assunto pode às vezes tirar nosso foco do que é necessário e simples. Vivemos um momento nas organizações em que tudo é dinâmico e com realidades complexas, diferentes gerações convivem no cotidiano com olhares e expectativas diferentes, crise econômica, foco no resultado e produtividade e sem deixarmos de ser humanos com os profissionais. Ufa!

Desde que comecei a trabalhar em Recursos Humanos e de forma mais intensa depois de assumir cargos de liderança/gestão, observo a preocupação de teóricos em delimitar o que é um gestor e um líder. Na maioria das explicações há uma clara linha de diferença onde, visto de forma simples, um gestor possui características mais administrativas e de planejamento conduzindo as equipes ao resultado e execução de tarefas. E o líder seria aquele profissional que inspira a equipe pelo seu exemplo, motivando e desenvolvendo as pessoas para atingir o resultado. A primeira percepção pode ser que é muito melhor ser um líder do que um gestor, ou que se sou gestor não posso ser um líder, ou ainda que a combinação de ambos seja difícil e que as pessoas não possuem traços de personalidade para ser um ou outro.

Parece-me que se deixármos de colocar foco na diferença entre líder e gestor, ou qual melhor opção, e estarmos mais conectados com a nossa realidade e contribuição, poderíamos começar a ser mais assertivos. Se as empresas precisam se recriar e se adaptar aos movimentos do mercado e concorrência, por exemplo, nossos líderes/gestores poderiam seguir a mesma perspectiva.

Estar preparado para qualquer situação de mudança e com as formas diferentes de trabalhar dos pares e maturidade distinta dentro das equipes, me parece um ponto de partida e desafio.

Por isso, quanto mais o líder/gestor conhece sua equipe, organiza seu trabalho e se relaciona de forma positiva com todos, poderá começar a “equilibrar os pratos” ao mesmo tempo. Não é uma tarefa fácil, mas essencial para a realidade que vivemos e para o resultado do negócio.

Acredito que não precisamos de rótulos para saber que quanto mais engajado estou com meu trabalho e o quanto mais sou congruente entre aquilo que eu falo e atuo, mais conseguirei ser um bom líder ou gestor. Conhecer os processos da área e do negócio, além do entendimento da interdependência entre todas as áreas da empresa, é um dos caminhos importantes para influenciarmos e conduzirmos nossas equipes e o resultado.

Admitir que vivemos em um mundo complexo e competitivo e que muda constantemente, pode nos auxiliar a buscar o que ainda precisamos desenvolver e descobrir que o maior aprendizado estão nas coisas que eu não sei que sei.

Ser protagonista e responsável por minhas decisões e suas consequências e aprender com elas, é para mim um aspecto chave do sucesso de qualquer líder ou gestor.

Em minhas conversas com meu mentor profissional, me dizia que ele era um aprendiz e eu o mestre. Foi difícil entender na época, mas hoje está claro que aprendo muito mais quando me coloco na postura de querer aprender e escutar a experiência do outro sem julgamentos. Viva os mestres da liderança e gestão!

Alexandre Fleury

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