Economia Circular: modelo que propõe reinventar o modo de produzir e consumir

sustentabilidade
Empreendedorismo | 26 de julho de 2016 |

Você já parou para pensar como funciona o modelo de negócio do planeta? Não? Ele é chamado de Economia Linear, em que o ciclo é simplesmente extrair, produzir, consumir e descartar. Infelizmente, este modo de consumo está chegando ao seu limite e é, sim, fadado ao declínio. Não há mais recursos suficientes, e os resíduos gerados são infindáveis e quase nunca reutilizados.

Colocando em cheque esse sistema, surgiu como alternativa a Economia Circular. O conceito deste sistema é baseado na inteligência da natureza, em que os resíduos são insumos para produção de novos produtos. Transportando essa dimensão para a indústria, a cadeia produtiva seria repensada para que qualquer peça, por exemplo, pudesse ser reprocessada e reintegrada à cadeia de produção do mesmo ecossistema – ou de outro.

Além disso, a Economia Circular visa solucionar outras três formas de desperdício apresentadas no sistema linear: a de vida útil, ociosidade e valor embutido. Mas, afinal, como empregar essa economia nas empresas – e na sociedade – e conseguir solucionar estes problemas?

Guilherme Brammer, empreendedor, engenheiro de materiais e especialista no assunto, contou em sua palestra no Festival Path 2016 que há dois passos iniciais para implementar a economia circular. “O primeiro é fazer uso da tecnologia já existente para nós, como o big data, cloud, impressoras 3D e as redes sociais. O segundo é repensar e modificar os modelos de negócio existentes e adotados pela grande maioria das empresas.”

Confira os novos modelos de negócio:

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Segundo Brammer, aliando esses modelos ao uso correto da tecnologia, os benefícios são muitos. O primeiro é a competitividade circular, ou seja, os países podem aumentar a sua competitividade econômica através do apoio a uma mudança para processos industriais que minimizem o desperdício e concentrem-se na recuperação de recursos, funcionando como uma estratégia de negócio. Além disso, diminuiria o problema de busca por recursos e matéria prima, que estão se esgotando, justamente pela reciclagem ser um dos principais pilares do sistema circular. Por fim, poderão utilizar desta preocupação como um indicador de performance de sustentabilidade, ponto que já é bastante levado em consideração hoje em dia.

Todo esse sistema integrado, para Guilherme, seria responsável por “menos impacto para o meio ambiente e mais impacto para a vida das pessoas”. Seja bem vindo à era da Economia Circular.

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