Caminhos para o RH tornar-se uma área estratégica e que gera lucro

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Vida profissional | 30 de março de 2016 |

Em minha busca por conhecimento e inovação, deparei-me no final de fevereiro com uma matéria da revista Exame chamada “O RH que gera lucro”. No mesmo momento, identifiquei-me com o teor do texto e compartilhei a matéria em uma rede social, o que gerou interesse e “curtidas” de muitas outras pessoas.

Na coluna deste mês, convido vocês a conhecerem minha reflexão sobre o tema e, dessa forma, gerarmos mais conversas e conhecimento.

Uma expressão utilizada na matéria foi o estigma do RH como “abraçador de árvore”. Quando a li, lembrei-me das diversas vezes em que a ouvi ao longo de minha carreira como algo pejorativo, como se o RH só fizesse festa, “teatro” e comemorações. Como nunca acreditei neste estigma, dediquei meus esforços e carreira à crença de que a relação aberta de confiança com as pessoas é mais importante do que regras, controles e advertências.

Essa é uma posição de vida pessoal e profissional da qual colho frutos difíceis de medir, mas que comprovei gerarem clima organizacional positivo e a percepção de trabalhar em um local de respeito às diferenças. Ao mesmo tempo, concede ao RH uma imagem de área que promove os valores organizacionais.

Como sou alegre por natureza, mantenho um alto-astral e tenho facilidade em conectar-me com as pessoas, incentivo as minhas equipes a exercitarem a mesma conduta, o que ajuda muito na proximidade, solução de problemas e envolvimento dos colaboradores no cotidiano da empresa, gerando engajamento, que por sua vez está em alta nas organizações. Está cada vez mais claro aos executivos que pessoas engajadas são mais felizes e, por consequência, produzem com mais qualidade e trabalham com foco no objetivo e resultado da empresa.

Também é importante não perder o foco! Se investirmos em ações diferenciadas para engajar, elas precisam ser claras em relação à conexão com os valores internos e os objetivos estratégicos para que não seja apenas um “abraçar árvore”, e sim uma ação congruente com o resultado que queremos.

Ler essa matéria proporcionou a segurança de que se o RH investir em ações de endomarketing com base nos valores, escutar e se conectar com as pessoas e participar ativamente da estratégia de negócio, deixará de ser uma área de apoio para tornar-se uma área estratégica e que gera lucro.

Mas ainda temos que trabalhar muito para que essa percepção seja unânime, uma vez que as organizações são dinâmicas, os momentos de crise muitas vezes paralisam as pessoas e ações e as diferenças de gerações possuem uma alta influência nesse processo.

Vou seguir construindo, aprendendo e convicto que a verdade e abertura são sempre o caminho mais fácil.

Alexandre Fleury

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